» trigésimo quarto


(transcrito de uma conversa de trabalho)

Homem1: Epá, conheci uma louraça…como as pontas dos cabelos pintadas de cor-de-rosa…vê-me aqui esta foto!
Homem2: Então mas tu ainda tens essas fotos no telemóvel? Vê lá se a tua namorada vê isso!
Homem1: Eu sei mas ainda não tive tempo de as passar para o computador…


Gata Borralheira, nascida e criada numa cidade distante, tinha o sonho de melhorar de vida e um dia decidiu rumar a Lisboa. Chegou à capital apenas com uma mala de cartão debaixo do braço. Aqui, passava os dias a trabalhar no intuito de pagar as contas e começou também à procura do príncipe encantado. Conheceu muitos, deitou-se com outros tantos mas nenhum a quis desposar.
Um certo dia, quando a senhora já pensava em desistir e virar lésbica, caiu-lhe do céu um Lenhador peludo e todo pintarolas e a partir desse instante, tudo pareceu começar a mudar.
Sem perder mais tempo, Gata Borralheira apresentou-o à família, mostrou ás amigas a fotografia dele, aquela que guardava religiosamente na sua carteira e ao final do dia esperava-o em casa, enquanto lhe cosia os piugos.
O Lenhador, por seu lado, continuou a comer todas as “Cinderelas” que lhe pediam para desbravar mato.

E assim viveram felizes para sempre!



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7 responses to “» trigésimo quarto

  1. a verdade é que as histórias de amor, como esta que relatas, emocionam-me sempre. fico um coração de manteiga.

    os lenhadores pintarolas e as cinderelas sonhadoras são criaturas deveras fantásticas.

  2. R,

    O Walt Disney foi tão influente na minha vida que tudo, depois que eu cresci, virou uma analogia com aquele “mundo”.

    Que diria Froid sobre isso?

  3. Pirii,

    Bro, não sei que mais te diga.
    Só sei que há dias em que só me apetece espetar com panos encharcados na tromba de alguns.
    Só não sei se começaria pela Gata Borralheira ou se pelo Lenhador!!!

  4. Freud diria que queres comer a tua mãe. Palavras de Freud, não minhas.

    Ora… panos encharcados: começa pela Gata Borralheira. Quando ela esganiçar e ele vier em seu socorro, tu – à socapa – espetas-lhe com os panos encharcados que lhe reservaras (vê a utilização exímia do tempo verbal)

  5. Cuidado com essa língua!!!

    Eu tenho dificuldades em expressar correctamente os tempos verbais desde que me conheço por gente.

    E o que diria Descartes sobre este meu problema?

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