» nonagésimo nono

Em tempos, apareceu alguém que disse:
«Um conselho…não baseies as tuas relações, de amizade ou outras, apenas nas tuas coisas, no que tu gostas, nas coisas que te possibilitam tornar o centro das atenções.
As pessoas acabarão por se enjoar e depois desaparecem…»

A interpretação, por escrito, apareceu meses depois:
«Há coisas que não se dizem a ninguém e há uma frase que não consigo esquecer, por mais tempo que passe: – “Com esse feitio não me admira que as pessoas se fartem de ti e te deixem”. Percebo que num momento de raiva se possa ser louco ao ponto de dizer tudo o que nos passa pela cabeça, mas não terá o passado qualquer peso?»

Sejamos loucos, e certos de que nada ficou por dizer!
E nem vale a pena falar de peso, que em excesso só faz é mal e ainda assim chegava para dar e vender…


imagem [aqui]

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17 responses to “» nonagésimo nono

  1. são posts como estes em que faz falta tomar um café, de vez em quando, e assim.

    fico na dúvida se apanhei a onda ou se surfei à margem, com as fussas na areia.

  2. Vamos por partes:
    Duas pessoas distintas escreveram cada um dos dois parágrafos. Primeiro uma, depois a outra em consequência da primeira.
    Até aqui tudo bem, certo?

    Pergunta: de que forma é que a interpretação foi adulterada de maneira a conseguir ficar imaculadamente favorável na fotografia?

    Qual é a tua interpretação?

  3. bro,

    eu continuo um pouco à toa sobre este post, mesmo depois de ler o teu comentário.
    por isso, tudo o que eu disser, será uma interpretação solta, que bem poderá estar totalmente desenquadrada do seu verdadeiro contexto e/ou significado.

    a fotografia (imagem postada) remete-me ao duelo entre a assertividade de uns contra a passividade de outros. de ambas as partes, existem loucos que expressam, antagonicamente, o seus distintos mundos.

    as palavras, depois de ditas, transformam-se em armas que podem ser usadas a favor de uma causa, mas também contra, dependendo de quem as arremessa e de quem as recolhe.

    para além disso, falta-me profundidade ao conhecimento daquilo que estará por detrás do post.

    provavelmente terei estado a milhas da questão…

  4. Well…
    Teremos oportunidade de falar sobre isso pessoalmente, apesar de já ser um tema mais que batido.
    A minha dúvida, para já, está relaciona com a interpretação que foi feita, face àquilo que foi inicialmente dito. A interpretação diz o mesmo que o original?

  5. eu não creio que a interpretação tenha sido feita de forma muito fiel ao que havia sido dito.

    o original remete-nos para um alerta no sentido de evitar sermos egocentricos, senão mesmo egoistas. não esperar que uma relação a dois gire em torno de uma só vontade é algo que, sensatamente, qualquer pessoa pode compreender.

    isto não invalida, porém, que cada uma das partes não possa exprimir os seus receios ou mesmo as suas visões sobre determinadas situações, mesmo quando há um passado que possa, de alguma forma, atenuar possíveis críticas ou desacertos.

    se a nova interpretação tiver sido feita com base em realidades egocentricas, então sim, eu acho que se terá aproximado do original. por outro lado, se por ventura a nova interpretação se basear de facto apenas na realidade de um mau feitio, então estará aquém do significado mais vasto que o original pretendeu transmitir.

  6. Porque é que tu não és daqueles amigos que comentam da seguinte forma:
    “Deixa lá, pessoas assim não interessam a ninguém”
    ou
    “Ao longo da vida vão sempre aparecer pessoas que te vão por à prova mas tu serás capaz de ultrapassar cada obstáculo que surgir”

    Porquê?

  7. porque para amigos assim, por certo já terás bués que poderão comentar desta forma no facebook, por exemplo.

    não aprecias a profundidade e esforço que coloco na análise e conhecimento daquilo que te importa?

    porque é que não és mais grato?
    agora magoei, parvo.

  8. pois bem, bro
    negas-me o reconhecimento merecido.

    quando precisares de encher o ego, aconselho-te uma pneumática bomba de ar… poderás fazê-la funcionar através de qualquer orifício que consideres conveniente. mas não contes comigo para te lamber as botas (a não ser que sejam botas estilo militar, bem engraxadas e you know what i mean).

    eu que sempre estive do teu lado, sempre a quebrar a cabeça para tentar perceber as entrelinhas das tuas narrações… snif…

    deixa-me.
    preciso de um tempo.
    és um bruto.

    e pára de uma vez por todas de me ligar às tantas da manhã com ameaças!!

  9. (uma semana depois)

    …precisava falar com alguém que me entende e a verdade é que sinto a tua falta, bro!
    Posso ligar-te hoje, só hoje e nunca noutra altura para além de hoje?
    Eu prometo que só te roubo uma hora da tua precisosa noite (eu sei o quanto que ela é ocupada)…

  10. bro,
    devias ter ligado.
    não precisas de consentimento prévio. ainda para mais pedido por aqui… vê lá tu que só agora me apercebi do comentário.

    ora essa…

  11. Homem, eu liguei nessa mesma noite e deixei recado com um tal de Anacleto, que se intitulou apenas e somente como: o Inquilino.
    Se nada lhe foi encaminhado, não é a mim que tem de pedir satisfações!

    …agora se me dá licença, vou ali falar com a minha vizinha do 3º esq. que apesar de vesga e surda, não me deixa na mão!

  12. homem,

    tu tiras-me do sério.
    queres explicar isto tudo de uma vez por todas? ainda não percebi patavina, e olha que bem tenho tentado, melher.

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